Início » Guta Stresser é diagnosticada com esclerose múltipla. Conheça a doença

Guta Stresser é diagnosticada com esclerose múltipla. Conheça a doença

se tornou conhecida no inteiro ao interpretar Bebel de “A Grande Família” (2001-2014), atualmente reprisada no Canal Viva. A atriz de 49 anos foi diagnosticada com esclerose múltipla. Ela percebeu os primeiros sinais da doença autoimune ao participar da Dança dos Famosos, em 2020.

Numa entrevista à Revista Veja, ela falou um pouco da descoberta e como isso afeta a sua carreira. 

“Trabalhar como atriz significa, literalmente, colocar o corpo a serviço do ofício. É preciso ter controle absoluto dos movimentos, gestos, expressões e emoções para construir um personagem. É um trabalho que depende ainda da capacidade de memorizar o texto e as marcações de câmera, ou de palco, determinadas pelo diretor. Foi com estranhamento e angústia que percebi que algumas dessas habilidades começaram a falhar no meu dia a dia”. 

E também afirmou. “Tudo teve início em 2020, quando estava participando da Dança dos Famosos, no programa do Faustão. Parecia tudo normal até que, durante os ensaios, eu passava a coreografia e, quando terminava, não lembrava de mais nada, nada mesmo. Não entendia o motivo, sempre tive facilidade para essas coisas. Com esforço, porém, consegui avançar na competição e não dei mais muita atenção para aqueles lapsos”.

Mas o que é esclerose múltipla?

De acordo com o site do Dr. Drauzio Varella, esclerose múltipla é uma doença crônica, provavelmente autoimune, em que o sistema imunológico agride a bainha de mielina que recobre os neurônios, comprometendo a função do sistema nervoso.

Por motivos genéticos ou ambientais, na esclerose múltipla, o sistema imunológico começa a agredir a bainha de mielina (capa que envolve todos os axônios) que recobre os neurônios e isso compromete a função do sistema nervoso. A característica mais importante da esclerose múltipla é a imprevisibilidade dos surtos.

Leia Mais
Nem sempre depressão se manifesta com tristeza, conheça o lado oculto da depressão

Sintomas

A doença em seu início é bastante sutil. Seus sintomas são transitórios, ou seja, podem ocorrer a qualquer momento e podem durar aproximadamente uma semana.

Esclerose Múltipla não é doença mental, não é contagiosa, não é suscetível de prevenção.

Ainda não tem cura. O tratamento da doença é para desacelerar a progressão da esclerose.

Um dos sintomas mais comuns é a fadiga. A pessoa sente um cansaço intenso e momentaneamente incapacitante. É muito comum quando o paciente se expõe ao calor ou realiza um esforço físico intenso.

Pode ocorrer alterações ligadas à fala e deglutição com sintomas como: fala lentificada, palavras arrastadas, voz trêmula, disartrias, pronúncia hesitante das palavras ou sílabas, bem como dificuldade para engolir líquidos, pastosos ou sólidos.Visão embaçada ou dupla (diplopia).

Sexualidade

Nos homens, a doença provoca disfunção erétil. E nas há diminuição de lubrificação vaginal. Comprometendo a sensibilidade do períneo (região da genitália), interferindo no desempenho do ato sexual.

Problemas emocionais

Uma pessoa com Esclerose Múltipla pode ter sintomas de depressão, ansiedade, humor,  irritação e de flutuação entre e mania (transtorno bipolar).

A descoberta da doença

A atriz confessou o que sentiu ao descobrir a doença: 

“Perdi o chão na mesma hora. Nem sabia direito o que era aquilo, só que afetava o cérebro, e só isso me soou aterrorizante. O médico explicou que se trata de uma doença autoimune em que o próprio corpo ataca a mielina –a capa de gordura que reveste os neurônios e ajuda nas conexões da mente e da fala. Os especialistas não sabem por que esse processo é desencadeado. O que está comprovado é que atinge os movimentos”.

Guta precisa utilizar um remédio de alto custo, que é distribuído pelo SUS (Sistema Único de Saúde): “O medicamento me mantém equilibrada, sem crises. Também passei a cuidar mais de mim. Hoje pratico ioga, mudei a alimentação para melhor e faço todo tipo de exercício para o cérebro.”

Leia Mais
Exame PCR: Conheça sua finalidade e como o exame é feito

Conclusão

A é desconhecida, mas envolve um ataque pelo sistema imunológico contra os próprios tecidos do corpo (reação autoimune).

Na maioria das pessoas com esclerose múltipla, os períodos de saúde relativamente boa se alternam com episódios de piora dos sintomas, mas, com o passar do tempo, a esclerose múltipla piora gradualmente.

As pessoas podem ter problemas de visão e sensações anormais e os movimentos podem ser fracos e desajeitados.

No geral, os médicos diagnosticam esclerose múltipla com base em sintomas e resultados de um exame físico e ressonância magnética.

O tratamento inclui corticosteróides, medicamentos que ajudam a impedir o sistema imunológico de atacar a bainha de mielina e medicamentos que aliviam os sintomas.

O tempo de vida não é afetado, a menos que a doença seja muito grave.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.