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Varíola do macaco: pode ser ”a ponta do iceberg”

A está chamando a atenção da OMS (Organização Mundial da Saúde), a instituição há uma preocupação pelos vários casos registrados fora do continente africano — onde a doença é endêmica — podem ser “a ponta do iceberg”, como advertiu nesta terça-feira (21) a OMS.

A agência das Nações Unidas avalia que não há motivos para as pessoas entrarem em “pânico”. “Não sabemos se estamos vendo apenas a ponta do iceberg.

Ainda estamos no início desse evento (…) Sabemos que teremos mais casos nos próximos dias (…), mas não há necessidade de pânico”, disse Sylvie Briand, chefe de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias do órgão, a representantes dos Estados-membros presentes na Assembleia Mundial da Saúde em Genebra.

Mais de 20 países já registraram 200 casos de infecção e 100 suspeitas, incluindo integrantes da União Europeia, Estados Unidos, Austrália e Emirados Árabes. Também já foi confirmado o primeiro caso na América Latina: autoridades da Argentina confirmaram que um homem de 40 anos que voltou da Espanha está infectado (leia mais ao lado).

As investigações preliminares não indicam que o vírus tenha sofrido algumas mutações, Briand. Ele também disse que isso pode ser o motivo que facilitará o controle da disseminação “incomum” do patógeno.

“Temos uma boa oportunidade para deter a transmissão agora. Se implementarmos as medidas adequadas, provavelmente, vamos conseguir conter isso facilmente”, afirmou.

Sylvie Briand disse que está descartada a possibilidade de surgimento de uma crise sanitária com proporções parecidas com a pandemia do novo coronavírus.

“Essa não é uma doença com a qual o público em geral deva se preocupar. Não é a -19 ou outras que se espalham rapidamente”, garantiu.

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Frentes de ação

A OMS está se baseando em duas frentes de atuação para combater a doença: adotando medidas rápidas para conter a propagação do vírus e compartilhar sobre estoques de vacinas para a varíola comum. 

Vacinas

Falando sobre as vacinas, Briand alertou que a agência não sabe a quantidade exata de doses que estão disponíveis no mundo. Mas, ressaltou  que os suprimentos globais são “muito limitados”. “É por isso que incentivamos os países a procurarem a OMS e nos dizerem quais são seus estoques”.

De acordo com a especialista, não há uma fórmula específica contra a varíola do macaco. A notícia boa, é que os imunizantes desenvolvidos para a varíola comum são eficazes em 85% para prevenir a versão atípica. No momento, a OMS desaconselha a vacinação em massa.

A indicação é de que haja uma imunização direcionada, quando disponível, para contatos próximos de pessoas infectadas.

A varíola do macaco pertence à mesma família da varíola que matou milhões de pessoas por ano antes de ser erradicada, em 1980. A taxa de mortalidade dessa versão está entre 3% e 6%. A maioria dos infectados se recupera em três ou quatro semanas sem a necessidade de um tratamento.

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